quarta-feira, 25 de junho de 2008

O livro na cesta é bola na rede

O projeto “O livro na cesta é bola na rede” nasceu da visão do autor num mundo multifragmentado em que todos vivem e que, por ainda acreditar em ideais, nota a urgência que este mundo apresenta pelo hábito da leitura. No Brasil, quem menos lê é o trabalhador com renda de até três salários mínimos, pois, economicamente falando, estão impossibilitados de ter acesso a esse bem. E prosseguem transferindo este triste legado do baixo conhecimento para os seus filhos; processo esse, que só conduz à perpetuidade do mundo de dominadores e dominados.
De cunho voluntário-popular, sócio-cultural e filantrópico, o projeto “O livro na cesta é bola na rede” nasceu no final do século passado, floresce e frutifica nos anos 2000, sendo já doador de mais de seis mil exemplares. Cadastrado no Ministério da Cultura (Minc), sob o número SAD 24416/04 e Carta 1344GM/MINC, o projeto busca constantemente parcerias para com quem de idêntica visão (do projeto), possa caminhar e alcançar, até 2015, 1 milhão de livros doados e com previsão para o mesmo ano de tornar-se lei federal, ou seja, o livro como item junta-se ao arroz, feijão, ao óleo, à bolacha, complementando assim a cesta básica alimentar do trabalhador. “O livro é alimento de alto teor espiritual”.
Mesmo com as ameaças dos processos virtuais da WEB, o livro não morrerá. É nossa maior riqueza e que os governantes abracem esta filosofia, se desfaçam de seus fisiologismos e nos ensinem a “pescar”, inserindo livros em seus programas sociais contra o grande câncer da humanidade: a pobreza.
Já disse um grande escritor “um bom país se faz com homens e livros” (Monteiro Lobato).
Elias Elliot

Sob os hábitos da leitura

“O livro não transforma o mundo. Quem transforma o mundo são as pessoas. O livro transforma as pessoas.”
Estudos recentes da Unicef revelam certa preocupação com o hábito da não leitura em todo o mundo e, em particular, nos países pobres ou emergentes. Pesquisas mais profundas deduzem que um trabalhador em idade adulta terá mais dificuldade em adquirir este hábito; não sendo, no entanto, impossível que ele estabeleça um vínculo com o mesmo, pois a convivência entre ambos poderá introduzir o prazer pela leitura.
O Projeto “O livro na cesta...” vê com profunda preocupação a não inserção da educação através de incentivos, projetos, programas, etc. por parte oficial do estado, que conduzam o cidadão a descobrir as “riquezas” do livro, mas, louva a gama de militantes, quer seja nas universidades, associações, ONG’s, voluntariosos, que cuidadosamente introduzem suas visões do quê poderá ser um mundo sem leitores e com leitores.
Pensando nos leitores jovens e futuros leitores, aparece, a seguir, a preocupação premente com a educação, durante a infância, a pré-adolescência e adolescência, e para isso, o projeto pensou a estratégia de enriquecer a cesta básica alimentar (cesta, ticket, vale refeição, etc.), introduzindo também um livro infantil ou infanto-juvenil, mas, tudo isso só surtirá frutos se no patriarca ou matriarca da família despertar a consciência que o mundo nunca é o mesmo mundo de outrora, sua mutação é constante e nesta nova fase do sistema capitalista (neoliberalismo), cada ser deverá se reciclar urgentemente sob pena de não colher as messes; que são os benefícios da riqueza criada pelo homem, e com isso, perpetuar o mundo de pobreza e exclusão criado por nossos pais.
Para gostar de ler desde sempre, o projeto “O livro na cesta e bola na rede” acredita que o melhor exemplo só poderá partir dos pais (principalmente). A seguir, a necessidade deste exercício (leitura e escrita) virá incentivada pela própria sociedade, redimensionando-o com projetos na divulgação, sugestões e participações ativas com apoios diretos às oficinas, doações de materiais (livros, papel, caneta, etc.) e as estruturas para o caminhar deste programa educacional na realização do “novo homem.”

Algumas dicas para gostar de ler

Crianças
Que os pais leiam com, e para seus filhos.
Que os pais levem para suas casas: livros, papel, caneta.
Na primeira infância já podemos nos familiarizar com os livros.
Entre 0 e 4 anos, livros só figurativos.
Após os 4 anos de idade, só livros muito figurativos com poucas ilustrações.
Entre 6 e 9 anos; livros, revistas, quadrinhos, etc. com ilustrações.
Após os 9 anos de idade, a criança, acompanhada por seus professores ou especialistas nesta área, estaria apta para vôos mais altos, não apenas leriam mais, capacitadas pelo exercício prazeroso, e constante, interpretaria suas leituras pela vivência dos próprios textos que ela criara.
Obs.: Um país com muitos leitores, terá potencial para moldar muitos e bons escritores, os descritores re-engenham um ótimo lugar para vivermos.

“Quem escreve um livro constrói um castelo. Quem o lê habita-o”.
Elias Elliot
Lutar por ideais

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Quem é Elias Elliot?

Sou escritor. Meu livro mais recente chama-se "O Corte" (inédito), livro com poemas que tratam de temas diversificados do mundo contemporâneo. Antes, já havia escrito "Mazelas", um exercício de poesia filosófica e existencialista, que está em sua terceira edição (já esgotada). "Mazelas" conta com apoio cultural da Universidade São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Também publiquei "Para haver amanhã" e "Das ellianas", livros de poesias.
Aventurei-me pelo romance em prosa com "As favelas", publicado em 2003. Minhas obras foram publicadas como "edição de autor", contando apenas com o apoio e colaboração de pessoas abnegadas e diversas entidades da sociedade civil.
Ainda aguardando publicação, escrevi também um livro de contos: "Contados prá boi dormir". E o romance, inédito, "Numa favela carioca".
A música também faz parte de minhas inquietações. Lancei, em 2004, "Arte Bruta", CD com 14 músicas em estilos variados, do samba à valsa, passando pela bossa nova, canções de protesto e músicas de raízes. Ainda inédito, tenho o CD "Canções de ouvidor", seguindo a mesma temática do anterior.
Atualmente, participo do COEDUCA, projeto voltado para a formação de educadores ambientais em Campinas. Está em processo de organização a Rede Cultural, uma associação sem fins lucrativas, formada por pessoas de diferentes campos do saber, voltada para a defesa do meio ambiente, campanhas de reflorestamento e desenvolvimento de projetos educacionais e culturais destinados a todos aqueles que se preocupam com a preservação do planeta e a vida sobre ele.
Atualmente, minhas atenções estão voltadas para o projeto "O livro na cesta é bola na rede", que defende a inclusão do livro na cesta básica do trabalhador, como de disseminar e enraizar o hábito da leitura entre os trabalhadores brasileiros.